O Governo do Amazonas iniciou as discussões com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) para a criação de unidades de conservação no entorno de Manaus, como grande corredor ecológico para os sauins-de-coleira. As tratativas foram feitas durante a 23ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP23), que acontece em Bonn, na Alemanha, pelo secretário de Estado do Meio Ambiente (Sema) e diretor-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Marcelo Dutra, com o secretário de biodiversidade do MMA, José Pedro de Oliveira Costa.

A estratégia do Governo do Estado é construir uma política pública efetiva de proteção ao primata junto ao MMA e a Cooperação Internacional. A iniciativa contempla a participação do Exército Brasileiro, que determinou que suas  áreas sejam destinadas para a conservação. A ideia é criar áreas protegidas, por meio de unidades de conservação, fora da área urbana de Manaus, que possibilitem a interligação de áreas e a redução do número de mortes de sauins-de-coleira, além de tirar a espécie da lista de animais ameaçados de extinção.

De acordo com Dutra, o avanço da urbanização sobre áreas verdes habitadas pelos primatas é um dos grandes desafios para a espécie. Para ele, a criação de unidades de conservação no entorno de Manaus irá evitar risco de mortes dos primatas em contato com a rede elétrica e, principalmente, com atropelamentos.

“O sauim-de-coleira é um símbolo de Manaus e temos a consciência que é preciso agir rapidamente para evitar o risco da espécie desaparecer em algumas décadas. É papel de todos proteger o sauim e estamos empenhados, por meio do Governo do Amazona, em tornar realidade um grande corredor ecológico, com unidades de conservação, para garantir a proteção que a espécie precisa. Estamos avançando em importantes agendas ambientais para o Amazonas na COP23 e o sauim é pauta para se discutir em qualquer fórum que possibilite sua proteção”, destacou Dutra.

As tratativas para a criação das áreas protegidas no entorno da capital serão continuadas no retorno do grupo de trabalho amazonense a Manaus.